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Pesquisa recente da Anvisa analisa o sódio presente nos alimentos e alerta para o alto teor do elemento

Pesquisa recente da Anvisa analisa o sódio presente nos alimentos e alerta para o alto teor do elemento

Biscoito de polvilho entra todos os dias na lancheira do seu filho? Ou, ainda, engana a fome da família durante as viagens? É bom ficar atento, pois uma pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, publicada este mês que 100 g do produto, ou seja, um pacote de cerca de 45 unidades, contêm, em média, 1.092 mg de sódio. Esse valor representa mais da metade da quantidade diária total recomendada para adultos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 2.000 mg. Para as crianças, praticamente estoura a cota diária de sódio recomendada pelo Institute of Medicine (IOM), dos Estados Unidos: 1.000 mg para crianças de 1 a 3 anos e 1.200 mg para crianças de 4 a 8 anos, valores usados também como referência no Brasil.

Além do biscoito, outros alimentos que caem ao gosto dos pequenos também apresentaram um alto teor de sódio, segundo a pesquisa, como o macarrão instantâneo com sachê de tempero (1.798 mg/100g de produto) e o hambúrguer bovino (701mg/100g). Para se ter uma ideia, um hambúrguer de 80g contém aproximadamente ¼ da quantidade de sódio recomendada por dia para adultos, o que equivale a mais da metade do valor diário estipulado para crianças entre 1 e 3 anos.

Conhecendo o inimigo
O excesso de sódio aumenta o risco de hipertensão, o que pode elevar a probabilidade de problemas cardíacos no futuro, principalmente em associação a outros fatores, como a obesidade. Além disso, contribui também para o desenvolvimento de problemas renais, por causa do esforço que o rim precisava fazer para filtrá-lo. “No Brasil, a hipertensão primária, estágio inicial da doença, atinge de 0,8% a 8,2% das crianças e adolescentes”, diz Valéria Goulart, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Mas, de onde vem tanto sódio? Antes de responder a essa questão, é preciso esclarecer um ponto importante: sal e sódio não são a mesma coisa. O sal de cozinha que nós utilizamos, na realidade, se chama cloreto de sódio e é formado pela união de duas moléculas: uma de sódio e a outra de cloro. Ou seja, o sódio é um elemento químico que faz parte da composição do sal de cozinha. A cada 100g de sal estão presentes 40g de sódio.

No entanto, a maior parte do sal que ingerimos não somos nós que adicionamos: ele já está presente nos produtos que compramos prontos. “Cerca de 75% do sal que consumimos são provenientes de alimentos processados industrialmente. Os outros 25% vêm dos alimentos naturais e do sal que colocamos na comida”, explica Valéria. Justamente por isso, o Ministério da Saúde firmou, em agosto deste ano, um acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) estabelecendo que temperos, caldos, margarinas e cereais matinais reduzam a quantidade deste elemento aos poucos até chegar à meta ideal em 2015.

Mas reduzir a quantidade de sódio em alimentos processados não é uma tarefa fácil. Além de ser um excelente conservante, esse mineral também potencializa o sabor dos alimentos e, por isso, é tão utilizado pela indústria. E existe ainda outro agravante: ele não está presente apenas no cloreto de sódio, o sal de cozinha. “O grande problema é que os sais aditivos, como nitrato de sódio, diacetato de sódio etc, utilizados para melhorar a textura e o aspecto dos alimentos industrializados, também são todos à base de sódio”, diz Rubens Feferbaum, professor livre docente em pediatria da Faculdade de Medicina da USP e especialista em nutrologia pediátrica.

4 passos para diminuir a quantidade de sódio na sua casa

1. Sempre olhe a tabela nutricional do produto antes de comprá-lo. E compare com outras marcas! A pesquisa da Anvisa constatou que, mesmo entre produtos da mesma categoria, pode existir uma grande diferença de sódio. No caso do queijo minas frescal, por exemplo, a quantidade pode variar mais de 14 vezes. Caso não haja tantas possibilidades de comparação, um bom parâmetro é que o teor de sódio não seja superior a 0,5g/100g de produto.

2. Evite utilizar temperos prontos no preparo das refeições, já que eles são ricos em sódio. “Dê preferência a temperos frescos, como ervas, salsinha, cebolinha, orégano, tomilho e alecrim, além de cebola e alho”, recomenda Andréa Pereira, médica nutróloga do setor de obesidade da Unifesp. A comida vai ficar muito mais gostosa, acredite!

3. Evite comprar molhos tipo ketchup e barbecue, conservas e alimentos embutidos, como presunto e linguiças, que são famosos pelo alto teor de sódio.

4. Consumir pouco sal deve ser um hábito cultivado. Sobretudo entre 1 e 3 anos, quando o padrão gustativo da criança ainda está em desenvolvimento. Por isso, use o sal com moderação, pois desse modo seu filho não se acostumará com uma alimentação salgada. “Aconselha-se que os pais não adicionem sal à comida das crianças até os 2 anos de idade. Os alimentos em si já possuem o sódio naturalmente, portanto não há necessidade de acrescentar mais”, explica Valéria. Mas, se for colocar, use uma pitadinha apenas.

Com informações do site Crescer.

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