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Cólicas: incômodo para os bebês e drama para os pais

Cólicas: incômodo para os bebês e drama para os pais

Uma das fases mais complexas de quem tem filhos são os primeiros meses de vida do recém-nascido, que costuma chorar muito, especialmente no período noturno. O principal motivo são as cólicas, que deixam os pais super aflitos com o sofrimento do filho. O que fazer para aliviar o desconforto do bebê?

“Nessa situação, muitas opiniões são dadas, muitos conselhos, até na intenção de ajudar, mas que nem sempre causam o efeito desejado, além de aumentar a angústia dos pais. Familiares mais experientes, como mães, tias, avós, amigas que já tiveram filhos acabam sendo ouvidas para tentar compartilhar essa responsabilidade em busca do alívio do sofrimento de pais e bebês. Mas, a maior parte dessas atitudes é proveniente de crendices populares, sem um embasamento científico e, na maioria das vezes, não atinge seus objetivos, gerando mais e mais ansiedade na mãe, o que pode gerar mais cólicas no bebê”, informa o pediatra Moises Chencinski.

O médico lembra que chás, ervas, medicamentos, meios físicos (massagens, calor local, pressão e colo) são algumas das tentativas que atuam muito mais na sensação de que os pais estão fazendo algo do que propriamente em atenuar as cólicas do bebê.

O primeiro passo quando o bebê chorar é averiguar se está mesmo com cólica ou fome. “Em caso de aleitamento materno, as cólicas ocorrem em menor freqüência e intensidade do que naquelas crianças alimentadas através de mamadeira”, diz o doutor Moisés.

Trabalhos mostram que crianças em aleitamento materno exclusivo podem ter essas crises de cólicas, porém com início mais tardio (6ª semana de vida) se comparadas às crianças com aleitamento misto ou só artificial (2ª semana de vida).

O tipo de choro também costuma ser diferente. “O choro de cólicas é um dos que realmente assusta e incomoda por ser constante, ter períodos de melhora e de piora. Esse quadro, que costumava começar por volta da 6ª semana de vida e diminuir muito por volta do 3º mês, terminando por volta do 6º mês, hoje pode aparecer bem mais cedo e até durar mais. Ele é conhecido ainda como cólicas do primeiro trimestre ou cólicas dos 3 meses”, explica o pediatra e homeopata.

Além disso, lembra o medico, define-se a cólica do bebê quando ocorrem episódios de choro de mais de 3 horas de duração por dia, durante mais de 3 dias por pelo menos 3 semanas e que costumam ceder aos 3 meses (regra dos 3). Normalmente, esse quadro ocorre com mais constância à noite (a partir das 18 horas) até de madrugada.

“As cólicas costumam acompanhar-se de mãos fechadas, perninhas dobradas e se esticando, uma carinha vermelha, parecendo de dor, gases, barriguinha distendida e às vezes alguns episódios de regurgitação ou até de vômitos”, diz o médico.

Por que acontece?

Existe uma série de fatores que podem causar as cólicas. Um deles é o próprio sistema digestivo do bebê. “Enquanto na vida intra-uterina o alimento vinha para o bebê através do cordão umbilical, “pré-digerido”, agora o alimento vem inteiro para ser aproveitado pelo seu sistema digestório.

Assim, a flora bacteriana intestinal ainda em desenvolvimento, muito estimulada pelo aleitamento materno, pode dificultar a digestão, promovendo aumento da flatulência, gerando mais cólicas.

Também o peristaltismo intestinal, que é o movimento natural dos intestinos, levando o alimento através de todo o trajeto para que ele seja devidamente digerido e aproveitado, está em fase de adaptação. Assim, se a velocidade do trânsito intestinal estiver aumentada, teremos diarréia com possíveis dores e se ela estiver lenta pode promover maior produção de gases.

As enzimas digestivas, como a lactase, também ainda estão em desenvolvimento. A lactose é o açúcar do leite e que pela presença da lactase é quebrada em dois açúcares mais simples (glicose e galactose) que são mais bem absorvidos. Para que haja a formação da flora intestinal adequada (bifidobactérias), uma parte da lactose não digerida vai até o cólon, no final do intestino grosso, e lá promove a colonização do intestino.

Em um grupo de bebês, no entanto, essa insuficiência de lactase, que é transitória, pode acumular muita lactose no cólon, aumentando a incidência de dor abdominal, cólicas, gases e até diarréia. A deglutição de ar durante a mamada quer seja por uma pega inadequada ou pela ansiedade do momento podem contribuir com uma parte”, informa o pediatra.

Para os pais é muito difícil ver o recém-nascido se contorcendo de dor e não saber como ajudar. “Será que foi algo que eu comi e passou pelo leite?”, questionam-se muitas mulheres.

“A alimentação materna é outra questão a ser discutida. Alguns estudos associam o leite de vaca, cebola, chocolate, repolho, brócolis e carnes vermelhas da alimentação materna com um aumento na incidência e intensidade da cólica”, conta o especialista.

O pediatra e homeopata aponta outras situações que podem levar às cólicas, como o fumo durante a gestação e no período da amamentação, o fator emocional da mãe e até a dinâmica familiar.

O que fazer?

É importante que o casal consulte um pediatra assim que as cólicas surgirem. “Somente após afastar outras causas para esses sintomas (alergia à proteína do leite de vaca, técnicas inapropriadas de aleitamento, doença do refluxo gastro-esofágico, doença celíaca, entre outros), e após avaliação adequada, algumas orientações gerais e medicamentosas poderão ser dadas.

Alopatia, homeopatia, fitoterapia, acupuntura são todas possibilidades terapêuticas desde que receitadas pelo profissional de confiança e habilitado para isso.

Mas, o mais importante nessa situação é que o casal se sinta amparado e seguro para que possa passar por essa fase, junto com seu bebê, de forma menos sofrida possível”, finaliza o pediatra.

Com informações do blog da jornalista Chris Flores.

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